
Já no próximo Sábado, Pete Tha Zouk é
o convidado especial da Discoteca Vespas. Este jovem dj e produtor
português que tão bem o público madeirense conhece,
volta quase após um ano sem actuar na Madeira, a tomar conta
da cabine das Vespas para uma viagem que promete ser animada. Aproveitamos
a sua vinda até à Madeira para descobrir o que há
de novo em "Pete Tha Zouk's world".
Para mais informações sobre este dj, consultar o
especial "Winter DJ's".
Acabas-te de lançar a "Shine
On" pela Magna Recordings Magna007). Este tema já estava
pronto e a rodar nas pistas de dança à algum tempo,
porque do lançamento apenas agora?
Bem,
na realidade este é um tema que já está feito
à bastante tempo e vai apenas agora ser editado pois não
existia ainda o lado B para este single. Achei que não faria
sentido ser eu a criar também a remistura e agora julgo que
será uma boa surpresa para todos, pois o Carlos Manaça
fez uma remix, na minha opinião estrondosa, adorei o groove
que lhe imprimiu…muito à Manaça mesmo, e de certo
modo diferente da original onde procurei dar neste tema um feeling
mais de viajante. Julgo que será um single que terá
muito boa aceitação.
Ainda na produção, acabaste
de remisturar "Iberican Sound" de Chus & Ceballos e
"Midlight" de Deep.In, o que é que um artista pensa
quando recebe temas tão conhecidos como "Iberican Sound"
para remisturar?
Ter
recebido a oportunidade de remisturar o tema, que até no fundo
é o ele próprio o logótipo da STEREO PRODUCTIONS,
fez-me sentir uma enorme responsabilidade e em não desapontar
os artistas Chus & Ceballos, os quais detêm um enorme sucesso
na produção a nível internacional… e só
o facto de ter sido escolhido para fazer a remix deste fantástico
tema deixou-me muito feliz, pois poderá ser mais uma porta
para trabalho a nível de djing e produção no
estrangeiro. Quanto ao tema Deep In – Midlight (Pete tha Zouk
remix) irá sair para muito breve na sub-label da KAOS que é
a FUNKTASTICA, tenho tocado o tema bastante e tem tido uma excelente
reacção na pista…muito em especial por parte das
mulheres, a faixa possui uns sons e melodias sensuais, julgo que talvez
seja por isso!
Para
um futuro breve sabemos que existe a possibilidade de uma colaboração
a nível de produção com Luca Ricci. Como surgiu
essa ideia, e que tema têm em mente?
Sim,
há essa possibilidade… já conheço o trabalho
do Luca Ricci à bastante tempo e ele também tem tido
acesso ás minhas produções desde que comecei
a editar os meus primeiros discos. Á bem pouco tempo convidei-o
como “guest dj” para uma das minhas noites no Vaticano
Club mas para já iremos juntos uns dias a Nova York onde irei
concretizar mais um sonho que tenho à bastante tempo: uma noite
com Danny Tenaglia e Dj Vibe a tocar juntos no ARC club. Palavras
para quê??? Os nomes, o clube e a cidade em questão falam
por si…12H set… vai ser único e inesquecível
de certeza absoluta.
Quando regressar-mos a Portugal, o Luca Ricci irá fazer um
gig nesse fim de semana e eu também, mas estaremos a tocar
em sítios diferentes (ele estará nos Açores e
eu pelo Norte no 5º aniversário do Vaticano Club e também
no 24º do club Danúbio). Assim sendo marcámos a
semana seguinte para trabalharmos no Algarve em estúdio num
novo disco juntos. Logo se verá o resultado, vamos aguardar
J!!!
Ainda no trabalho de bastidores, mas
agora nas compilações, vais lançar a "Iberican
Sound Vol3" pela Stereo e "Funtastika 2xCD Vol.2" pela
Kaos. Que género de Pete Tha Zouk encontramos em cada uma destas
compilações, e qual a diferença na escolha de
músicas para cada uma delas?
Á
data desta entrevista ainda não misturei nenhuma das compilações,
mas irei faze-lo muito em breve, neste momento as editoras STEREO
e KAOS estão a tratar dos licenciamentos para as faixas que
farão parte das compilações. O duplo cd para
a KAOS irá ser constituído um disco mais soft e por
um segundo disco mais hard, ambos dentro do género que o público
está habituado a ouvir-me tocar.
Quanto ao cd da STEREO, para o álbum “IBERICAN SOUND
Vol. 3 – mixed by Pete tha Zouk”, será de certa
forma um cd com uma área de abrangência maior, uma vez
que irá ser promovido em forma de tour não só
por Portugal mas também lá fora. Esta foi outra das
surpresas que este ano me trouxe… lembro-me de estar no cinema,
quando o telefone toca e era o Carlos Caliço (Stereo Management)
e o Chus a convidarem-me para misturar o Vol.3 do Iberican Sound,
tem sido até por vezes difícil de acreditar que estas
coisas estão de facto a acontecer. No fundo espero em ambas
as compilações imprimir o melhor possível o meu
estilo musical e mistura esperando uma boa apreciação
e crítica por parte do público. No entanto não
podia deixar de dizer isto… se hoje existem editoras deste nível
com propostas para eu misturar cds é porque existem vocês
a dançar e a curtir por todos esses dancefloors por onde toco
todos os fins de semana quer seja cá dentro ou mesmo lá
fora…a todos vós um Grande Obrigado!!! Keep on Dance’IN
!!!
Actualmente
adicionas-te uma temática multimédia em algumas tuas
actuações. É um reconhecimento do valor da imagem
na composição de um evento, qual a razão por
esta escolha?
A
imagem é de facto mais um factor que quero adicionar em alguns
eventos e gig’s em que participo. Sempre achei espectacular
certos efeitos especiais que alguns VJs criam e julgo que se existir
uma certa sincronia entre o VJ e o DJ, podem-se, de facto criar momentos
mágicos durante um set… Estou neste momento a trabalhar
com um VJ nos meus sets já realizámos alguns gig’s
em conjunto e o feedback por parte do público foi altamente
positivo.
A imagem tem uma forma especial de atingir o público …
e de certa forma conseguem-se criar muitas emoções instantâneas,
e isto, se existirem ambos factores AUDIO/VIDEO de forma organizada
e sincronizada entre DJ e VJ. Por outro lado tens a vantagem de promover
“live” o próprio trabalho que fazes, isto é…
podes em dada altura do set informar o público sobre o que
tu quiseres… datas onde irás actuar, imagens de festas
onde tocaste, futuras ou presentes produções…
enfim podes até falar com todo o público directamente…
afinal estamos na era multimédia e interactividade…ou
não???
Era para ser surpresa… mas pronto… estão convidados
para “ver e ouvir”. Apareçam… e… try
to see what you can’t hear!
Fizeste
recentemente umas passagens pelo estrangeiro, nomeadamente Canadá
e Lituânia. Que tal foi? Que diferenças encontraste para
o público português?
A experiência em ambos os países foi incrível,
primeiro fui a Toronto no Canadá onde toquei no Jay club, onde
as quintas-feiras à noite tem sido com muitos e bons convidados
quer nas semanas anteriores com a presença de Mac C (Low End
Specialists), ou John Creamer, bem como na semanas seguintes com Chus
& Ceballos e Peace Division. Não é na realidade
um clube grande nem muito bonito, pois no continente norte americano
para os donos dos clubes primeiro está a “qualidade e
potência do sistema de som”… só depois vem
a estética e decor do clube. Esta é logo a principal
diferença. Foi uma noite com uma afluência mediana de
público. O club não estava muito cheio, mas composto
por entendidos em dance music, muitos produtores e Dj’s de Toronto
que tive oportunidade de conhecer no final de um set de aproximadamente
3h.
Já no sábado toquei no Sound System Bar onde tive a
honra de conhecer e tocar 2h antes do conhecido Derrick Carter, um
clube muito underground onde foi possível imprimir no dancefloor
aquele “portuguese hard sound” com grandes reacções
do partypeople de Toronto.
Na semana seguinte sexta-feira toquei então no Fórum
Palace em Vilnius (capital city) na Lituânia… uma experiência
alucinante pois no fundo ia viajar a um recente país (território
pertencente à ex-União Soviética) o qual era
do meu total desconhecimento a nível musical. O booking foi
feito através da Stereo e rapidamente soube que nomes como
16B e Clive Henry (Peace Division) lá iam tocar com relativa
frequência embora em outros clubes. Sinceramente não
poderia ter corrido melhor…imaginem chegar a um clube enorme
com um sound system de 20K, 2 lasers, onde nessa noite eras o “main
guest” e tinhas sensivelmente 3000 pessoas lá dentro.
O evento tinha o apoio da Nokia e de certa forma fazia lembrar o que
aconteceu em Portugal à algum tempo quando houve a grande tour
da Yorn, só que… num clube com dimensões aproximadas
em Portugal ao Pacha Ofir. Era suposto tocar 2h e acabei por tocar
6h pois a organização assim o pediu após a primeira
hora de set. Por mim até tocava mais algum tempo mas era hora
de rumar volta ao hotel e ir para o aeroporto pois já era sábado
e havia um gig em Portugal anunciado para essa mesma noite.
Alguma
novidade no mundo online de Pete Tha Zouk (www.petethazouk.com)?
Tem sido difícil arranjar tempo para tudo, mas a informação
do site tem estado sempre o mais actualizado possível, datas,
charts e algumas notícias… muito também devido
ao apoio incondicional que a Emli Designs tem dado… a todo o
staff e em especial ao Nuno Serrão um grande obrigado por tudo
aquilo que têm feito por mim no “CyberWorld”!!!
Para muito breve… uma biografia actualizada (o que tem acontecido
neste ano assim o exige), SETS, muitas FOTOS, muito VIDEO para fazem
downloads e claro todos os originais e remixes para ouvirem e quem
sabe até alguns deles a permitir o download directamente do
site.
A todos os/as fãs deixem a vossa mensagem no feedback do site
ou enviem directamente para o meu mail: pete@petethazouk.com
Tentarei responder a todos quantos puder… prometo.
Que diferenças esperas encontrar
na Madeira, após um ano sem cá tocar?
Sinceramente…
quanto ao público espero que não haja nenhuma…
bem desta vez vamos ver se pelo menos me deixam apanhar o avião
que está marcado para o regresso em vez o do dia seguinte,
OK??? (risos gerais)
Acima de tudo espero principalmente que todos se divirtam nesta noite
nas Vespas e vai ser de certeza uma festa, até porque das outras
vezes que por aí tenho tocado trago excelentes recordações
de muitos momentos dessas noites… simplesmente fantásticos
e o partypeople sempre ao rubro!!!
Que
outras novidades podemos esperar de ti para um futuro breve?
Bem, neste momento é até difícil responder a
esta questão… estou com imensos pedidos para remisturar
trabalhos de outros artistas e o tempo passa a correr. Começo
neste momento a preparar temas que quero levar à próxima
Winter Music Conference 2004 em Miami, pois se formos analisar bem
faltam só uns 4 meses sensivelmente para ter as coisas prontas.
Espero corresponder ás expectativas não só dos
portugueses em geral, mas também dos produtores e das editoras
estrangeiras. O meu objectivo para o ano 2004 será além
de continuar a gravar e remisturar temas de conseguir mais gig’s
a nível internacional, pois será importante para o evoluir
da carreira quer como dj ou produtor. É necessário fazer
muitos contactos no estrangeiro, pois o verdadeiro mercado discográfico
está lá fora e se queres ir mais longe tens de ir ao
encontro deles.
Faço votos para que apareçam mais produtores e dj’s
portugueses que contribuam da melhor forma e com a melhor qualidade
possível para que o nome de Portugal chegue cada vez mais longe.
E espero que por parte das editoras portuguesas haja aposta em novos
valores tal como aconteceu comigo, enviem assim as vossas produções
para essas mesmas editoras, não as deixem apenas sob a forma
de ficheiro nos vossos computadores. Esperemos que o próximo
ano seja ainda mais produtivo no sector da Dance Music e que traga
muita e mais música.