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Os King Unique são Matthew Roberts e Matt “Watkins” Thomas, um par estranho que combina de forma muito peculiar uma série de sonoridades. Nos últimos quatro anos os seus originais e remixes têm atingido um sucesso constante, sendo tocados por nomes de Sasha a Danny Howells, de Carl Cox a Tiesto, ou Pete Tong. A sua música aparece em todo o lado, de bandas sonoras para Hollywood, a toques de telemóveis, não esquecendo inúmeras compilações. Em Julho estiveram no WeekendDance@Nighpool e surpreenderam o público presente com uma grande actuação, muito consistente e cheia de sonoridades de qualidade. Ficaram fan's da Madeira, e nós ficamos fan's deles, aqui fica a conversa com o Matt “Watkins”, onde descobrimos que o Weekenddance foi o maior evento do ano para os King Unique, e que em 2006 irão lançar a sua primeira compilação.

Olá rapazes, como é que definiriam o som dos King Unique? Ele evoluiu como é normal, mas será que mudou a sua essência?
King Unique: Dirty House. Nos absorvemos influências de todos os lados, mas temos sempre o mesmo objectivo – fazer temas fortes que soem enormes nos clubs. Por vezes, os temas passeiam pelas charts, ou são usados em filmes ou televisão, mas o nosso objectivo é mesmo os clubes.

Em Julho actuaram na Madeira, no evento WeekendDance, com um set-up que incluía uma componente ao vivo, através de um interface midi (teclado). A verdade é que o “djing” está a mudar muito nos últimos anos, mais e mais dj's estão a usar interfaces midi para lançar samples ao vivo durante a sua actuação. Porquê que este formato vos atraiu?
KU: Nos somos dj's e produtores, por isso estamos a tocar com os portáteis e unidades de efeitos já há 4 anos, muito antes de se tornar normal. Nas nossas actuações iniciais, normalmente reunia-se sempre um grupo à volta da cabine para ver o que estávamos a fazer.

A vossa actuação foi destacada (por nós ao menos), como a melhor de todo o evento. Por isso … todos nós gostamos, e vocês, que acharam do evento, do público e da ilha?
KU: Cool, cool e cool (risos). Foi o maior público para quem tocamos este ano, e certamente um dos melhores. 8.500 Pessoas rodeadas de penhascos, quedas de água, oceano, mais lasers do que o Star Wars, e um sistema de som potente o suficiente para ser ouvido na Lua (risos).



Depois de muito tempo a efectuar remixes, sabemos que vocês vão estar de volta com um tema chamado “Flashing Lights”.
KU: Sim, é um lançamento duplo pela Junior Boys Own, “Flashing Lights” num lado, e “Curfew Time” no outro. Este single, é o primeiro de 3 que faremos pela JBO, por isso, mantenham os vossos ouvidos bem abertos. Temos também alguns remixes que estivemos a preparar durante o Verão que ainda não saíram, incluindo “I Don't Know” dos Suicide Sports Club, mas esses serão os últimos remixes durante uns tempos. Vamos nos concentrar nos nossos próprios temas até 2006.

Estive a ver a vossa discografia, e será que eu sou o único que pensa que vocês deveriam lançar uma compilação? Têm planos para isso? É algo que gostariam de fazer?
KU: Neste mesmo momento, estávamos a reunir a nossa primeira compilação, “International Grooves Vol.2”, que irá sair pela Intergroove. Provavelmente vai ser o álbum mais importante desde “Sergeant Pepper's Lonely Hearts Club Band”, e só um louco é que não o irá comprar (risos).

Quando é lançada?
KU: Sai no início de 2006. Mas entretanto podem oferecer aos vossos ouvidos uma audição do mix “King Unique Broadcast 04” que sairá em Portugal exclusivamente pelo Exposures do MBN.

E qual é o ambiente no vosso estúdio neste peculiar momento de criação? Qual é o vosso processo criativo, e qual “O” “gadget” favorito no estúdio?
KU: A atmosfera no estúdio é muito quente no Verão, muito frio no Inverno e muito barulhento todos os dias (risos). Os nossos “gadgets” favoritos são um velho sintetizador Korg Monopoly, que nunca fica fora de moda, o Ableton Live (software de mistura), e o Arturia ARP 2600V, um software de sintetizadores, que nos está a fazer muito felizes no momento. Claro que usamos ainda outros softwares obscuros, mas sobre esses não posso dizer nada.

Que diriam a todos os jovens dj's e produtores, que olham para a cabine e pensam: “Eu gostava de ser assim”!
KU: Dêem tudo o que tem para consegui-lo, vocês só vivem uma vez.

DATA: 17 DE SETEMBRO DE 2005
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