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D.U.O é o nome do mais recente projecto de Alex G e Juan Pestana. Esta dupla já trabalhou junta com outros pseudónimos, e com esta nova entidade pretendem apresentar a sua sonoridade através de um nova forma de estar em palco.
Alex G cedo começou a dar os primeiros passos no universo musical, em criança tocou bateria e teve uma breve aproximação ao piano, mas foi mais tarde nos 'knobs' e 'faders' que surgiu a sua verdadeira paixão. Em 2004 iniciou-se no mundo da produção musical. Esteve agênciado na Fresh Produções durante 3 anos, e no decorrer desse período partilhou a cabine com alguns artistas internacionais de relevo, tais como: Luke Chable, Steve Porter, Sasse, Carlos Lamar, etc.
Juan Pestana é produtor/compositor e músico profissional. Aos 12 anos entrou no mundo 8 BITS, e desde então começou a compor e a explorar novas sonoridades. A partir dos 16 anos começou a actuar com bandas, onde perdurou até aos tempos de hoje.
No próximo dia 28 de Abril, os D.U.O realizam a sua segunda actuação ao vivo, desta feita no Café do Teatro. Fomos falar com eles e quisemos saber um pouco mais sobre o projecto e o que podemos esperar desta próxima actuação.

De onde surgiu a ideia para este projecto e qual o intuito?
D.U.O:
Este projecto surgiu naturalmente, nós sempre pensamos no conceito “live” para as nossas actuações. Estudamos inúmeras hipóteses, experimentamos diversos tipos de software, até finalmente encontrarmos um que nos permitisse fazer o que realmente queríamos. Falamos obviamente do Live, da companhia alemã Ableton. Exploramos e experimentamos o software durante alguns meses, tentando perceber a sua linguagem e afins. Até que em Dezembro do ano passado, o levamos para fora do estúdio para o nosso primeiro live. A ideia é claro interpretar e “tocar” a música de maneira diferente, com outro tipo de suporte onde o improviso é essencial. Pudemos manipular, filtrar e controlar o som de mil e uma maneiras diferentes e absolutamente fora do comum.

O vosso formato é bem distinto de uma performance de um dj, qual a melhor forma de definir a vossa actuação?
D.U.O:
Nós não nos limitamos a misturar disco atrás de disco, esperando pelo fim (ou não) do próprio, levantando a outra via lentamente, equalizando, etc. Tudo é controlado ao vivo, na hora. Trabalhamos conforme o público à nossa frente. Uma quebra é feita quando o queremos, levantamos o beat de igual forma, incorporamos uma série de efeitos, desde os mais simples até aos mais fora do vulgar. É claro, dá-nos um gozo tremendo tocar desta forma, onde realmente pudemos manipular o que nos apetece!

Qual o vosso processo de selecção musical para os vossos sets ?
D.U.O:
É um pouco parecido como eu (Alex G) o fazia antigamente quando preparava um dj set. Pegava na mala de discos, punha uns de parte, e dizia: “Hoje vou tocar estes”. Agora o trabalho é um pouco mais minucioso e algo exaustivo. Procuramos dar atenção tanto à parte rítmica e timbral, como também a parte harmónica, transpondo alguns temas tonalidades acima ou abaixo de forma a que os “mixes” entre os temas respeitem também as regras essenciais da musicalidade. Após isso, os temas são divididos em vários “clips” (intro, beat, break, verse, outro) o que nos permite tocar o tema como o queremos, e obviamente tornarmo-nos mais “selectivos”. Por vezes, deparamo-nos com um tema de 7 minutos, onde apenas 3 desses são realmente satisfatórios (para nós)

Qual o tratamento que vocês dão aos temas utilizados?
D.U.O:
Tudo depende. A maior parte das vezes, tentamos “enriquecer” o tema com elementos rítmicos. Outrora acrescentamos uma ou outra frase melódica, como por exemplo uma bassline, ou até uns strings. Como disse anteriormente, tudo depende do tema em questão, mas é verdade é que editamos tudo o que nos vem bater às mãos.

De uma forma generalizada, quais os instrumentos da vossa actuação e qual a sua função?
D.U.O:
O nosso principal instrumento é sem dúvida o Mac a correr o Ableton Live (sem ele, nada seria possível). Aliado a isso estão configurados uma série de periféricos MIDI, todos eles configurados para o controle das funções do software, além disso temos os processadores de efeitos, o sampler (óptima ferramenta) e os sintetizadores (tocados ao vivo pelo Juan)

Este é o vosso formato final, ou pretendem alterar alguma coisa no futuro?
D.U.O:
Acho que nunca vamos ter um formato final, estamos sempre a acompanhar o avanço tecnológico, todos os dias percorremos a net com água no bico a ver novos equipamentos e novo software. Estaremos em constante mudança. O nosso setup para esta actuação agora este fim-de-semana, é completamente diferente do que usamos na nossa estreia. O único equipamento que se mantém é o meu controlador midi da Doeppfer, entretanto, já fizemos algumas substituições.

Para quando uma produção musical dos D.U.O ?
D.U.O:
Para breve, temos alguns temas no “forno” prontinhos para sair, Possivelmente para o início do verão.

Que outros projectos têm para o futuro?
D.U.O:
Gostávamos que as nossas performances passassem para um nível audiovisual. Com o vídeo em completo sincronismo com a música, e com o que é feito na hora. Ainda estamos a estudar essas hipóteses, mas é praticamente um dado garantido. Tirando isso, obviamente que gostávamos de continuar com os “lives”, e engraçado seria um deles feito em conjunto com uma orquestra.

23 DE ABRIL DE 2007
EXPOSURES: MARÇO 2007
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